IMAGENS SOBRE AVALIAÇÃO
VOCÊ JÁ DESCOBRIU COMO AVALIA?
BOLA DE PRAIA - Lembra um zero bem grande
BOLO DE FAZ-DE-CONTA - Engana pela aparência
BONECO DE NEVE - Inicia pequeno e aumenta
BICHO DE SETE CARAS - O que se espera é muito variável
BURRO DE CARGA - Carrega e não sabe o quê, sem parar para pensar
CAÇADOR E CAÇA - Professor armada, aluno não escapa
CÃO POLICIAL - Farejador, controlador
COBRA - Assusta mais do que deve
ESTRADA DE FERRO COM MUITOS TÚNEIS - É um entrar e sair do escuro
LOTERIA ESPORTIVA - Dá sempre zebra ao final
MINISTRO DA ECONOMIA - Sempre dá um jeito de embrulhar
NUVEM - Às vezes densa, às vezes tênue
PACOTE ECONÔMICO -É sempre pior do que se espera
PRAGA -Quando se pega é difícil de se livrar dela
BICHO DA SEDA - Processo de transformação da larva em borboleta
BOMBA ATÔMICA -Quando não destrói tudo, deixa sérias conseqüências
CACHAÇA - Quanto mais a ingerimos, mais nos sentimos perdidos
CASAMENTO - Difícil saber se vai dar certo
CHICOTE -Na ausência do erro não se manifesta, mas na presença de erro castiga e condiciona
DECLARAÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA - Presta-se contas sobre o que não se recebeu de fato
FORMIGUEIRO - Todos trabalham, mas quem avalia é a Rainha (professora)
FUZILAMENTO - Num campo de batalha não escapa nenhum
GRAVIDEZ -Nunca se sabe o que vai nascer
TELA DE PINTOR - Subjetividade do espectador
TOBOGÃ - Dá um frio no estômago e não sabemos o que encontrar ao final
NATAL DE CRIANÇA - Cheio de esperança e sobressaltos, alegrias e frustrações
MUDO - Obrigado a observar atentamente
para entender
CANETA - Sempre presente ao escrever pareceres ou notas e ao corrigir os exercícios dos alunos
COBRA -Traiçoeira, sempre pronta a dar o bote
CORINGA - Uma incógnita
ESCURIDÃO - Não há certeza de nada
GATO -Lindo na aparência, mas difícil de lidar
GUILHOTINA - Corta as cabeças
JUIZ - Ditador, determina a sentença e deve ser cumprida
BISPO - Julga quem merece aprovação para chegar ao céu
DONA BENTA - Vê a criança como um ser total, único e que possui diferenças de outros
CAMALEÃO - Incerteza: com a cabeça diz que sim, com o rabinho diz que não
COBRA - Quando menos se espera ela dá o bote
CORUJA - Observação de todos os lados e sabedoria
FANTASMA - Dá medo, é misterioso e não o conhecemos
JUIZ - Absolve ou condena. Deve ser neutro
HITLER - Dominador, mandão, não ouve o povo
MACACO - Instável: salta de galho em galho
MOEDA E MAGA PATOLÓGICA -A Maga está sempre atrás da moeda do Tio Patinhas como o aluno está atrás da nota do professor
PEDRADA - O aluno recebe e não pode reclamar
RADAR - Tenta captar tudo. A criança não entende o alcance do radar
URUBU - Uma sombra que assusta a todos
BRUXA - Má, traiçoeira, maquiavélica
CAIXA DE SURPRESAS - Não sabe o que irá acontecer
CASA VELHA - Pode despencar ou não em cima de nós
CAVALO XUCRO -Quando “desembesta” não se prevê onde vai chegar
DONA DE CASA - Sempre preocupada com a ordem das coisas
DRAGÃO - Ameaçador
ESTRADA DESCONHECIDA - Não conhecemos suas curvas e obstáculos
GAVETA - Cada vez que se abre aparece uma coisa diferente
RAPOSA - Tem que ser astuto para descobrir o que o professor irá avaliar
TÚNEL -Claro na sua abertura e incerto na sua profundidade
PLANOS ECONÔMICOS - Procuram acertar e no final...
POÇO - Não se pode ver o fundo
PONTE ESTREITA E COMPRIDA - Nem sempre se consegue passar
ONÇA - Sempre pronta a atacar e deixar marcas profundas, irrecuperáveis
LEÃO - Assustador: causa medo e nos deixa indefesos
LOBO MAU - Se não me cuido dele, sou devorada
MÃE - Censura, cobrança, amizade, proteção
MACACO - Imprevisível: às vezes engraçado, às vezes assustador
POLICIAL - Sempre pronto a executar
ROSA -Pela pureza e segredo de sua beleza
SE NÃO É NENHUMA DESTAS,
CRIE A SUA PARA A PRÓXIMA REUNIÃO...
terça-feira, 29 de junho de 2010
USO DO G E DO J
Sons e significadosFonologia das letras “j” e “g”.
Fonologia é o estudo dos elementos sonoros capazes de distinguir significados. Por isso, antes de representarmos graficamente os sons, é necessário uma cautelosa observação dos conceitos fonológicos e ortográficos.
Como nossos ouvidos captam diferentes fonemas (unidade mínima de som), há que se dispensar muita atenção na grafia das palavras, pois sua significação, na maioria dos casos, é condizente com o emprego das letras, fenômeno identificado pelo estudo da Fonologia, como perceberemos no decorrer do texto.
Isso ocorre freqüentemente com as letras “j” e “g”. Mas não se preocupe, há regras ortográficas que possibilitam o uso adequado dessas letras.
Veja essas regras:
Palavras terminadas com ágio, égio, ígio, ógio e úgio são grafadas com “g”.
Exemplos: Estágio, colégio, litígio, relógio e refúgio.
Todos os substantivos terminados em “gem” são grafados também com a letra “g”. Para identificar um substantivo, verifique se há artigo (a, o, as, os, um, umas, etc.), pois na maioria das vezes eles vêm acompanhados pelos mesmos.
Observe: A garagem, a hospedagem, a carceragem...
Todas as conjugações do verbo terminados em “jar” são escritos com “j”.
Sendo assim: Invejar, desejar, encorajar, viajar, sobejar, despejar, etc.
Atenção!
A palavra viagem é um exemplo do estudo fonológico, pois há alteração do significado quanto ao emprego do “j” ou do “g”.
Se “viagem” for substantivo será grafada com “g”, porém se ela for uma das conjugações do verbo “viajar” (escrito com “j”) será regida pela regra que acabamos de ver.
Observe:
SubstantivoA viagem foi belíssima
Verbo ViajarPresente do Subjuntivo
Que eu viajeQue tu viajesQue ele viajeQue nós viajemosQue vós viajeisQue eles viajem
Situação semelhante ocorre com a palavra coragem – substantivo e todas as conjugações do verbo “encorajar”.
Também são grafadas com “j” palavras terminadas em “Ja” e seus derivados.
Exemplos: Laranja - laranjeira, loja - lojista, sarja - sarjeta, canja - canjica, rija – rijamente, etc.
Fonologia é o estudo dos elementos sonoros capazes de distinguir significados. Por isso, antes de representarmos graficamente os sons, é necessário uma cautelosa observação dos conceitos fonológicos e ortográficos.
Como nossos ouvidos captam diferentes fonemas (unidade mínima de som), há que se dispensar muita atenção na grafia das palavras, pois sua significação, na maioria dos casos, é condizente com o emprego das letras, fenômeno identificado pelo estudo da Fonologia, como perceberemos no decorrer do texto.
Isso ocorre freqüentemente com as letras “j” e “g”. Mas não se preocupe, há regras ortográficas que possibilitam o uso adequado dessas letras.
Veja essas regras:
Palavras terminadas com ágio, égio, ígio, ógio e úgio são grafadas com “g”.
Exemplos: Estágio, colégio, litígio, relógio e refúgio.
Todos os substantivos terminados em “gem” são grafados também com a letra “g”. Para identificar um substantivo, verifique se há artigo (a, o, as, os, um, umas, etc.), pois na maioria das vezes eles vêm acompanhados pelos mesmos.
Observe: A garagem, a hospedagem, a carceragem...
Todas as conjugações do verbo terminados em “jar” são escritos com “j”.
Sendo assim: Invejar, desejar, encorajar, viajar, sobejar, despejar, etc.
Atenção!
A palavra viagem é um exemplo do estudo fonológico, pois há alteração do significado quanto ao emprego do “j” ou do “g”.
Se “viagem” for substantivo será grafada com “g”, porém se ela for uma das conjugações do verbo “viajar” (escrito com “j”) será regida pela regra que acabamos de ver.
Observe:
SubstantivoA viagem foi belíssima
Verbo ViajarPresente do Subjuntivo
Que eu viajeQue tu viajesQue ele viajeQue nós viajemosQue vós viajeisQue eles viajem
Situação semelhante ocorre com a palavra coragem – substantivo e todas as conjugações do verbo “encorajar”.
Também são grafadas com “j” palavras terminadas em “Ja” e seus derivados.
Exemplos: Laranja - laranjeira, loja - lojista, sarja - sarjeta, canja - canjica, rija – rijamente, etc.
SOBRE VACAS, BERNES E POLÍTICA
Era uma vez uma vaca feliz, saudável e bonita. Mas nem tudo é perfeito. A vaca tinha hóspedes. Alguns bernes se hospedaram nela e alimentavam-se da sua carne. Mas os bernes eram poucos e pequenos... A vaca e os bernes viviam em paz.
Aconteceu, entretanto, que os bernes começaram a se multiplicar. Os bernes aumentavam, mas a vaca não aumentava, confirmando a lei de Malthus que disse que os alimentos crescem em razão aritmética enquanto as bocas crescem em razão geométrica. O couro da vaca se encheu de calombos que indicavam a presença dos bernes.
Mesmo assim a vaca continuava saudável. Ela tinha muita carne de sobra. Foi então que uma coisa inesperada aconteceu: alguns bernes sofreram uma mutação genética e passaram a crescer em tamanho. Foram crescendo, ficando cada vez maiores, e com uma voracidade também cada vez maior.
Os vermes magrelas ficaram com inveja dos vermes grandes e trataram de tomar providências para que eles crescessem também. O corpo da pobre vaca passou a ser uma orgia de crescimento. Os bernes só falavam numa coisa: "É preciso crescer!" Mas a vaca não crescia. Ficava do mesmo tamanho. De tanto ser comida pelos bernes, a vaca ficou doente. Emagreceu.
Mas os bernes nada sabiam sobre a vaca em que moravam. Para ver a vaca seria preciso que eles estivessem fora da vaca. Mas os bernes estavam dentro da vaca. Assim, não percebiam que sua voracidade estava matando a vaca.
A vaca morreu. E com ela morreram os bernes. Fizeram autópsia da vaca. O relatório do legista observou que os bernes mortos eram excepcionalmente grandes, bem nutridos, muitos deles chegando à obesidade.
James Lovelock é um cientista que sugeriu que a nossa Terra é um organismo vivo, como a vaca da parábola. Sendo uma coisa viva ela pode ter saúde ou ficar doente. Sua conclusão é que nós, os bernes, já estragamos a Terra, nossa vaca, além de qualquer possibilidade de cura. A Terra está doente. O crescimento das nações está provocando profundas mudanças climáticas irreversíveis: a atmosfera está se aquecendo, as geleiras estão derretendo, a poluição do meio ambiente aumenta, acontecem catástrofes naturais numa intensidade desconhecida. Esses são os sintomas dos estertores da nossa Terra destruída pela voracidade dos bernes. "E o pior está por acontecer", ele diz. "Ecossistemas inteiros serão extintos, e os sobreviventes terão de se adaptar a um clima infernal... (Folha de S.Paulo, caderno Mais, 22/ 01/06, pág. 9).
Observando as discussões políticas, não vejo nenhum político que fale sobre a saúde da vaca. Ao contrário, os políticos, tanto de direita quanto de esquerda, só fazem prometer aos bernes um engordamento cada vez maior. Por uma boa razão: os eleitores são os bernes e não a vaca. O candidato que falar sobre a saúde da vaca e o emagrecimento dos bernes com toda certeza perderá a eleição. Quando o que está em jogo é a saúde da vaca, não se pode confiar nos bernes...!!! ”
Crônica publicada no Jornal Folha de São Paulo em 30/Mai/2006
Aconteceu, entretanto, que os bernes começaram a se multiplicar. Os bernes aumentavam, mas a vaca não aumentava, confirmando a lei de Malthus que disse que os alimentos crescem em razão aritmética enquanto as bocas crescem em razão geométrica. O couro da vaca se encheu de calombos que indicavam a presença dos bernes.
Mesmo assim a vaca continuava saudável. Ela tinha muita carne de sobra. Foi então que uma coisa inesperada aconteceu: alguns bernes sofreram uma mutação genética e passaram a crescer em tamanho. Foram crescendo, ficando cada vez maiores, e com uma voracidade também cada vez maior.
Os vermes magrelas ficaram com inveja dos vermes grandes e trataram de tomar providências para que eles crescessem também. O corpo da pobre vaca passou a ser uma orgia de crescimento. Os bernes só falavam numa coisa: "É preciso crescer!" Mas a vaca não crescia. Ficava do mesmo tamanho. De tanto ser comida pelos bernes, a vaca ficou doente. Emagreceu.
Mas os bernes nada sabiam sobre a vaca em que moravam. Para ver a vaca seria preciso que eles estivessem fora da vaca. Mas os bernes estavam dentro da vaca. Assim, não percebiam que sua voracidade estava matando a vaca.
A vaca morreu. E com ela morreram os bernes. Fizeram autópsia da vaca. O relatório do legista observou que os bernes mortos eram excepcionalmente grandes, bem nutridos, muitos deles chegando à obesidade.
James Lovelock é um cientista que sugeriu que a nossa Terra é um organismo vivo, como a vaca da parábola. Sendo uma coisa viva ela pode ter saúde ou ficar doente. Sua conclusão é que nós, os bernes, já estragamos a Terra, nossa vaca, além de qualquer possibilidade de cura. A Terra está doente. O crescimento das nações está provocando profundas mudanças climáticas irreversíveis: a atmosfera está se aquecendo, as geleiras estão derretendo, a poluição do meio ambiente aumenta, acontecem catástrofes naturais numa intensidade desconhecida. Esses são os sintomas dos estertores da nossa Terra destruída pela voracidade dos bernes. "E o pior está por acontecer", ele diz. "Ecossistemas inteiros serão extintos, e os sobreviventes terão de se adaptar a um clima infernal... (Folha de S.Paulo, caderno Mais, 22/ 01/06, pág. 9).
Observando as discussões políticas, não vejo nenhum político que fale sobre a saúde da vaca. Ao contrário, os políticos, tanto de direita quanto de esquerda, só fazem prometer aos bernes um engordamento cada vez maior. Por uma boa razão: os eleitores são os bernes e não a vaca. O candidato que falar sobre a saúde da vaca e o emagrecimento dos bernes com toda certeza perderá a eleição. Quando o que está em jogo é a saúde da vaca, não se pode confiar nos bernes...!!! ”
Crônica publicada no Jornal Folha de São Paulo em 30/Mai/2006
PARA MIM, SER PROFESSOR É UMA ESCOLHA!
Pensar nessa figura, nesse habitante da escola, é pensar em alguém que escolheu dedicar seus passos aos outros. Um habitante que se confunde com a própria escola, que se torna um espaço de atravessamento dos outros, dos saberes, das culturas. Esse habitante é o parceiro, o companheiro, aquele que desafia, que frustra, que apresenta caminhos.
Aprendi a ser professor sendo professor. Tornei-me professor quando percebi que ser professor não é professar linhas, métodos ou didáticas. Ser professor é abrir-se ao outro, às relações. Ser professor é ter uma disposição, uma disponibilidade para ser atravessado pelo mundo. É deixar de ser e ser um outro a todo instante.
Aprendi a ser professor com olhares, com gestos, com as palavras de meus estudantes. Sempre soube que ser professor era colocar-se entre um ensino e uma aprendizagem... um lugar onde a educação é relação... daqueles que se dispõem a atravessá-la. Um espaço de “ensinagem”, da união entre ensino e aprendizagem. Nesse espaço, o professor é estudante, o estudante é professor, a escola é a afirmação de um espaço relacional.
Gosto de pensar e conviver com um professor que provoca encantamentos, mas que também se deixa encantar por seus estudantes. Encantamentos pelos temas de trabalho, por seu estudo, pelas crianças, por suas escolhas. Alguém que se dispõe aos encantamentos. Um encantamento que movimenta, provoca, desloca, faz com que queiramos sempre mais.
Para ser esse habitante da escola, é preciso provocar e ser provocado. É essa dinâmica, esse jogo, essa relação, que transforma o professor em estudante! Professor-estudante que se joga nas brincadeiras, nas relações, que dá limites, fronteiras, espaços, que cuida de seu grupo, que cuida de cada um que convive com ele. Alguém que se joga na cultura, enriquece linguagens, compromete-se com as suas escolhas.
Professor-estudante precisa de estudo. Tem de se jogar nas letras e livros, nas imagens e sons, nas ideias e pensamentos, nas conversas e discussões. Ler, escrever, discutir, escutar música, ver filmes, saber e sentir as coisas que passam pelo mundo afora... São condições para a ampliação das linguagens que se constroem dentro do espaço escolar.
Pensar no que representa ser professor é pensar na minha vida, com toda a intensidade, todo o afeto e todo o carinho que sinto por ser esse habitante da educação. Quero contar uma história vivida... atemporal, sentimental e que expressa a costura entre ser professor e estudante... das coisas simples e marcantes que essa relação pode nos provocar, transformando toda uma vida. Ainda bem que eu vivi e vivo ser um professor!
Marcelo Cunha Bueno
Aprendi a ser professor sendo professor. Tornei-me professor quando percebi que ser professor não é professar linhas, métodos ou didáticas. Ser professor é abrir-se ao outro, às relações. Ser professor é ter uma disposição, uma disponibilidade para ser atravessado pelo mundo. É deixar de ser e ser um outro a todo instante.
Aprendi a ser professor com olhares, com gestos, com as palavras de meus estudantes. Sempre soube que ser professor era colocar-se entre um ensino e uma aprendizagem... um lugar onde a educação é relação... daqueles que se dispõem a atravessá-la. Um espaço de “ensinagem”, da união entre ensino e aprendizagem. Nesse espaço, o professor é estudante, o estudante é professor, a escola é a afirmação de um espaço relacional.
Gosto de pensar e conviver com um professor que provoca encantamentos, mas que também se deixa encantar por seus estudantes. Encantamentos pelos temas de trabalho, por seu estudo, pelas crianças, por suas escolhas. Alguém que se dispõe aos encantamentos. Um encantamento que movimenta, provoca, desloca, faz com que queiramos sempre mais.
Para ser esse habitante da escola, é preciso provocar e ser provocado. É essa dinâmica, esse jogo, essa relação, que transforma o professor em estudante! Professor-estudante que se joga nas brincadeiras, nas relações, que dá limites, fronteiras, espaços, que cuida de seu grupo, que cuida de cada um que convive com ele. Alguém que se joga na cultura, enriquece linguagens, compromete-se com as suas escolhas.
Professor-estudante precisa de estudo. Tem de se jogar nas letras e livros, nas imagens e sons, nas ideias e pensamentos, nas conversas e discussões. Ler, escrever, discutir, escutar música, ver filmes, saber e sentir as coisas que passam pelo mundo afora... São condições para a ampliação das linguagens que se constroem dentro do espaço escolar.
Pensar no que representa ser professor é pensar na minha vida, com toda a intensidade, todo o afeto e todo o carinho que sinto por ser esse habitante da educação. Quero contar uma história vivida... atemporal, sentimental e que expressa a costura entre ser professor e estudante... das coisas simples e marcantes que essa relação pode nos provocar, transformando toda uma vida. Ainda bem que eu vivi e vivo ser um professor!
Marcelo Cunha Bueno
REFORMA ORTOGRÁFICA
Eis aqui um programa de cinco anos para resolver o
problema da falta de autoconfiança do brasileiro na
sua capacidade gramatical e ortográfica. Em vez de
melhorar o ensino, vamos facilitar as coisas,
afinal, o português é difícil demais mesmo. Para não
assustar os poucos que sabem escrever, nem deixar
mais confusos os que ainda tentam acertar, faremos
tudo de forma gradual.
No primeiro ano, o "Ç" vai substituir o "S" e o "C"
sibilantes, e o "Z" o "S" suave. Peçoas que açeçam a
internet com freqüênçia vão adorar, prinçipalmente
os adoleçentes. O "C" duro e o "QU" em que o "U" não
é pronunçiado çerão trokados pelo "K", já ke o çom é
ekivalente. Iço deve akabar kom a konfuzão, e os te
klados de komputador terão uma tekla a menos, olha
çó ke koiza prátika e ekonômika.
Haverá um aumento do entuziasmo por parte do públiko
no çegundo ano, kuando
o problemátiko "H" mudo e todos os acentos,
inkluzive o til, seraum eliminados. O "CH" çera
çimplifikado para "X" e o "LH" pra "LI" ke da no
mesmo e e mais façil. Iço fara kom ke palavras como
"onra" fikem 20% mais kurtas e akabara kom o
problema de çaber komo çe eskreve xuxu, xa e xatiçe.
Da mesma forma, o "G" ço çera uzado kuando o çom
for komo em "gordo", e çem o "U" porke naum çera
preçizo, ja ke kuando o çom for igual ao de "G" em
"tigela", uza-çe o "J" pra façilitar ainda mais a
vida da jente.
No terçeiro ano, a açeitaçaum publika da nova
ortografia devera atinjir o estajio em ke mudanças
mais komplikadas serão poçiveis. O governo vai
enkorajar a remoçaum de letr as dobradas que alem de
desneçeçarias çempre foraum um problema terivel para
as peçoas, que akabam fikando kom teror de soletrar.
Alem diço, todos konkordaum ke os çinais de
pontuaçaum komo virgulas doispontos aspas e
traveçaum tambem çaum difíçeis de uzar e preçizam
kair e olia falando çerio já vaum tarde.
No kuarto ano todas as peçoas já çeraum reçeptivas a
koizas komo a eliminaçaum do plural nos adjetivo e
nos substantivo e a unificaçaum do U nas palavra
toda ke termina kom L como fuziu xakau ou kriminau
ja ke afinau a jente fala tudo iguau e açim fika
mais faciu. Os karioka talvez naum gostem de akabar
com os plurau porke eles gosta de eskrever xxx nos
finau das palavra mas vaum akabar entendendo.
Os paulista vaum adorar. Os goiano vaum kerer
aproveitar pra akabar com o D nos jerundio mas ai
tambem ja e eskuliambaçaum.
No kinto ano akaba a ipokrizia de çe kolokar R no
finau dakelas palavra no infinitivo ja ke ningem
fala mesmo e tambem U ou I no meio das palavra ke
ningem pronunçia komo por
exemplo roba toca e enjenhero e de uzar O ou E em
palavra ke todo mundo pronunçia como U ou I, i ai im
vez di çi iskreve pur ezemplu kem ker falar kom ele
vamu iskreve kem ke fala kum eli ki e muito milio
çertu ? os çinau di interogaçaum i di isklamaçaum
kontinuam pra jente çabe kuandu algem ta fazendu uma
pergunta ou ta isclamandu ou gritandu kom a jenti e
o pontu pra jenti sabe kuandu a fraze akabo.
Naum vai te mais problema ningem vai te mais eça
barera pra çua açençaum çoçiau e çegurança
pçikolojika todu mundu vai iskreve sempri çertu i çi
intende muitu melio i di forma mais façiu e
finaumenti todu mundu no Braziu vai çabe iskreve
direitu, ate us jornalista, us publiçitario, us
adivogado, ate us pulitiko ( i u prezidenti ! ).
Olia ço ki maravilia.
Autor discunhiçidu
problema da falta de autoconfiança do brasileiro na
sua capacidade gramatical e ortográfica. Em vez de
melhorar o ensino, vamos facilitar as coisas,
afinal, o português é difícil demais mesmo. Para não
assustar os poucos que sabem escrever, nem deixar
mais confusos os que ainda tentam acertar, faremos
tudo de forma gradual.
No primeiro ano, o "Ç" vai substituir o "S" e o "C"
sibilantes, e o "Z" o "S" suave. Peçoas que açeçam a
internet com freqüênçia vão adorar, prinçipalmente
os adoleçentes. O "C" duro e o "QU" em que o "U" não
é pronunçiado çerão trokados pelo "K", já ke o çom é
ekivalente. Iço deve akabar kom a konfuzão, e os te
klados de komputador terão uma tekla a menos, olha
çó ke koiza prátika e ekonômika.
Haverá um aumento do entuziasmo por parte do públiko
no çegundo ano, kuando
o problemátiko "H" mudo e todos os acentos,
inkluzive o til, seraum eliminados. O "CH" çera
çimplifikado para "X" e o "LH" pra "LI" ke da no
mesmo e e mais façil. Iço fara kom ke palavras como
"onra" fikem 20% mais kurtas e akabara kom o
problema de çaber komo çe eskreve xuxu, xa e xatiçe.
Da mesma forma, o "G" ço çera uzado kuando o çom
for komo em "gordo", e çem o "U" porke naum çera
preçizo, ja ke kuando o çom for igual ao de "G" em
"tigela", uza-çe o "J" pra façilitar ainda mais a
vida da jente.
No terçeiro ano, a açeitaçaum publika da nova
ortografia devera atinjir o estajio em ke mudanças
mais komplikadas serão poçiveis. O governo vai
enkorajar a remoçaum de letr as dobradas que alem de
desneçeçarias çempre foraum um problema terivel para
as peçoas, que akabam fikando kom teror de soletrar.
Alem diço, todos konkordaum ke os çinais de
pontuaçaum komo virgulas doispontos aspas e
traveçaum tambem çaum difíçeis de uzar e preçizam
kair e olia falando çerio já vaum tarde.
No kuarto ano todas as peçoas já çeraum reçeptivas a
koizas komo a eliminaçaum do plural nos adjetivo e
nos substantivo e a unificaçaum do U nas palavra
toda ke termina kom L como fuziu xakau ou kriminau
ja ke afinau a jente fala tudo iguau e açim fika
mais faciu. Os karioka talvez naum gostem de akabar
com os plurau porke eles gosta de eskrever xxx nos
finau das palavra mas vaum akabar entendendo.
Os paulista vaum adorar. Os goiano vaum kerer
aproveitar pra akabar com o D nos jerundio mas ai
tambem ja e eskuliambaçaum.
No kinto ano akaba a ipokrizia de çe kolokar R no
finau dakelas palavra no infinitivo ja ke ningem
fala mesmo e tambem U ou I no meio das palavra ke
ningem pronunçia komo por
exemplo roba toca e enjenhero e de uzar O ou E em
palavra ke todo mundo pronunçia como U ou I, i ai im
vez di çi iskreve pur ezemplu kem ker falar kom ele
vamu iskreve kem ke fala kum eli ki e muito milio
çertu ? os çinau di interogaçaum i di isklamaçaum
kontinuam pra jente çabe kuandu algem ta fazendu uma
pergunta ou ta isclamandu ou gritandu kom a jenti e
o pontu pra jenti sabe kuandu a fraze akabo.
Naum vai te mais problema ningem vai te mais eça
barera pra çua açençaum çoçiau e çegurança
pçikolojika todu mundu vai iskreve sempri çertu i çi
intende muitu melio i di forma mais façiu e
finaumenti todu mundu no Braziu vai çabe iskreve
direitu, ate us jornalista, us publiçitario, us
adivogado, ate us pulitiko ( i u prezidenti ! ).
Olia ço ki maravilia.
Autor discunhiçidu
O QUE FALTA NO TEXTO ABAIXO?
Sem nenhum tropeço, posso escrever o que quiser sem ele, pois rico é o português e fértil em recursos diversos, tudo permitindo, mesmo o que de início, e somente de início, se pode ter como impossível. Pode-se dizer tudo, com sentido completo, como se isto fosse mero ovo de Colombo.
Desde que se tente sem se pôr inibido, pode muito bem o leitor empreender este belo exercício, dentro do nosso fecundo e peregrino dizer português, puríssimo instrumento dos nossos melhores escritores e mestres do verso, instrumento que nos legou monumentos dignos de eterno e honroso reconhecimento
Trechos difíceis se resolvem com sinônimos. Observe-se bem: é certo que, em se querendo, esgrime-se sem limites com este divertimento instrutivo. Brinque-se mesmo com tudo. É um belíssimo esporte do intelecto, pois escrevemos o que quisermos sem o "E" ou sem o "I" ou sem o "O" e, conforme meu exclusivo desejo, escolherei outro, discorrendo livremente, por exemplo, sem o "P", "R" ou "F", ou o que quiser escolher. Podemos, em estilo corrente, repetir sempre um som ou mesmo escrever sem verbos.
Com o concurso de termos escolhidos, isso pode ir longe, escrevendo-se todo um discurso, um conto ou um livro inteiro sobre o que o leitor melhor preferir. Porém mesmo sem o uso pernóstico dos termos difíceis, muito e muito se prossegue do mesmo modo, discorrendo sobre o objeto escolhido, sem impedimentos. Deploro sempre ver moços deste século inconscientemente esquecerem e oprimirem nosso português, hoje culto e belo, querendo substituí-lo pelo inglês. Por quê?
Cultivemos nosso polifônico e fecundo verbo, doce e melodioso, porém incisivo e forte, messe de luminosos estilos, voz de muitos povos, escrínio de belos versos e de imenso porte, ninho de cisnes e de condores.
Honremos o que é nosso, ó moços estudiosos, escritores e professores. Honremos o digníssimo modo de dizer que nos legou um povo humilde, porém viril e cheio de sentimentos estéticos, pugilo de heróis e de nobres descobridores de mundos novos.
Descobriu?
NÃO TEM LETRA A NO TEXTO.
Desde que se tente sem se pôr inibido, pode muito bem o leitor empreender este belo exercício, dentro do nosso fecundo e peregrino dizer português, puríssimo instrumento dos nossos melhores escritores e mestres do verso, instrumento que nos legou monumentos dignos de eterno e honroso reconhecimento
Trechos difíceis se resolvem com sinônimos. Observe-se bem: é certo que, em se querendo, esgrime-se sem limites com este divertimento instrutivo. Brinque-se mesmo com tudo. É um belíssimo esporte do intelecto, pois escrevemos o que quisermos sem o "E" ou sem o "I" ou sem o "O" e, conforme meu exclusivo desejo, escolherei outro, discorrendo livremente, por exemplo, sem o "P", "R" ou "F", ou o que quiser escolher. Podemos, em estilo corrente, repetir sempre um som ou mesmo escrever sem verbos.
Com o concurso de termos escolhidos, isso pode ir longe, escrevendo-se todo um discurso, um conto ou um livro inteiro sobre o que o leitor melhor preferir. Porém mesmo sem o uso pernóstico dos termos difíceis, muito e muito se prossegue do mesmo modo, discorrendo sobre o objeto escolhido, sem impedimentos. Deploro sempre ver moços deste século inconscientemente esquecerem e oprimirem nosso português, hoje culto e belo, querendo substituí-lo pelo inglês. Por quê?
Cultivemos nosso polifônico e fecundo verbo, doce e melodioso, porém incisivo e forte, messe de luminosos estilos, voz de muitos povos, escrínio de belos versos e de imenso porte, ninho de cisnes e de condores.
Honremos o que é nosso, ó moços estudiosos, escritores e professores. Honremos o digníssimo modo de dizer que nos legou um povo humilde, porém viril e cheio de sentimentos estéticos, pugilo de heróis e de nobres descobridores de mundos novos.
Descobriu?
NÃO TEM LETRA A NO TEXTO.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Assinar:
Postagens (Atom)